{"id":687,"date":"2012-09-26T06:00:38","date_gmt":"2012-09-26T06:00:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrauberlandia.com.br\/noticias\/?p=687"},"modified":"2013-08-19T12:40:11","modified_gmt":"2013-08-19T12:40:11","slug":"lei-do-descanso-gera-duvidas-entre-caminhoneiros-de-uberlandia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrauberlandia.com.br\/noticias\/lei-do-descanso-gera-duvidas-entre-caminhoneiros-de-uberlandia\/","title":{"rendered":"Lei do Descanso gera d\u00favidas entre caminhoneiros de Uberl\u00e2ndia"},"content":{"rendered":"<p>O Conselho Nacional de Tr\u00e2nsito (Contran) decidiu que o in\u00edcio da fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre a Lei do Descanso ser\u00e1 adiada por pelo menos 180 dias. Enquanto a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o entra em vigor, as d\u00favidas continuam surgindo para quem trabalha nas estradas. Em\u00a0Uberl\u00e2ndia, no Tri\u00e2ngulo Mineiro, a principal delas \u00e9 referente \u00e0 infraestrutura para suportar a quantidade de caminh\u00f5es em pontos de parada. \u201cPara o motorista descansar \u00e9 show de bola, o problema \u00e9 que n\u00e3o tem estrutura\u201d, disse o caminhoneiro Alexandre Barbosa.<\/p>\n<p>Em um posto de combust\u00edveis instalado na BR-050, entre Uberl\u00e2ndia e Araguari, foram feitas adapta\u00e7\u00f5es para atender os motoristas que trafegam na regi\u00e3o. Segundo a nova legisla\u00e7\u00e3o, o posto teria de fazer outra amplia\u00e7\u00e3o por conta da demanda. \u201cN\u00f3s temos, no m\u00e1ximo, 100 vagas no estacionamento e atendemos uma m\u00e9dia de 350 motoristas por dia. Ent\u00e3o n\u00f3s n\u00e3o daremos conta dessa demanda quando a lei vigorar\u201d, afirmou o gerente de vendas Sidionei Santos Ribeiro.<\/p>\n<p>O motorista Ademar Frederico dos Santos tamb\u00e9m concorda que as mudan\u00e7as deixar\u00e3o um pouco a desejar. \u201cVoc\u00ea imagina o caminhoneiro saindo \u00e0s 6h da manh\u00e3, vai rodar duas horas, dando o total de oito. Ele vai ter que parar meia hora e est\u00e1 no meio do trecho, n\u00e3o ter\u00e1 onde parar\u201d, desabafou.<\/p>\n<p>Alexandre Ramos saiu de Jacupiranga, no interior do estado de S\u00e3o Paulo, e seguia viagem para Jata\u00ed, no estado de Goi\u00e1s. A dist\u00e2ncia total \u00e9 de 1.200 quil\u00f4metros e ele fez em pouco menos de dois dias. Com 21 anos de experi\u00eancia est\u00e1 acostumado com o ritmo da viagem e sabe os limites do corpo. Com a lei do descanso ele poderia demorar um pouco mais para completar a viagem. \u201cTem posto de gasolina que se voc\u00ea n\u00e3o colocar, no m\u00ednimo, R$ 100 de \u00f3leo diesel no caminh\u00e3o voc\u00ea n\u00e3o pode parar tamb\u00e9m. A\u00ed, se deu o hor\u00e1rio de descansar e n\u00e3o tem onde parar, teremos que estacionar na pista\u201d, comentou o caminhoneiro.<\/p>\n<p>Monitoramento<\/p>\n<p><strong><\/strong>Entre as determina\u00e7\u00f5es da Lei do Descanso est\u00e1 a de 30 minutos a cada quatro horas de trabalho, al\u00e9m de 11 horas de repouso, sendo nove sem interrup\u00e7\u00e3o. Uma das formas de controlar o ritmo da viagem \u00e9 com um equipamento instalado nos ve\u00edculos, chamado tac\u00f3grafo, que assegura que os motoristas estejam cumprindo as horas de trabalho sem ultrapassar o limite. \u201cEle vai marcar a velocidade que o motorista trafega, em quanto tempo ele trabalhou e a quilometragem do percurso\u201d, explicou o administrador Carlos Ant\u00f4nio Felipe. O equipamento \u00e9 vistoriado, recebe manuten\u00e7\u00e3o e, em seguida, \u00e9 lacrado com o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para garantir que a qualidade dele.<\/p>\n<p>O tac\u00f3grafo \u00e9 um equipamento obrigat\u00f3rio desde o fim da d\u00e9cada de 90 e visa contribuir para a fiscaliza\u00e7\u00e3o dos motoristas. Mesmo com este equipamento o empres\u00e1rio Abud Cec\u00edlio garante a seguran\u00e7a dos colaboradores nas estradas e tamb\u00e9m usa pol\u00edticas internas para evitar acidentes. J\u00e1 s\u00e3o 15 anos sem situa\u00e7\u00f5es graves e, agora, para cumprir a nova legisla\u00e7\u00e3o, os motoristas da empresa usam uma planilha para registrar paradas de descanso. \u201cSe voc\u00ea roda \u00e0 noite n\u00e3o tem seguran\u00e7a e o risco de ser assaltado \u00e9 grande. Se voc\u00ea excede os hor\u00e1rios passa a ter um funcion\u00e1rio cansado e com menos reflexos, arriscando acontecer alguma coisa\u201d, falou o empres\u00e1rio Abud Cec\u00edlio Domingos.<\/p>\n<p>A lei gera impactos n\u00e3o apenas para quem trabalha nas rodovias, mas tamb\u00e9m para outras empresas no mercado. Na empresa de seguros que Robson Martins Peixoto gerencia s\u00e3o 115 clientes ligados \u00e0 ind\u00fastria de transportes, por\u00e9m, por enquanto aguardam uma melhor defini\u00e7\u00e3o sobre a lei. \u201cO problema para o consumidor \u00e9 que se essa lei for implantada e colocada na legisla\u00e7\u00e3o do seguro ela passa a ser regra dentro das coberturas. Se o cliente n\u00e3o atender \u00e0s regras ele ir\u00e1 perder o seguro\u201d, ponderou o gerente.<\/p>\n<p><strong>D\u00favidas <\/strong><\/p>\n<p><strong><\/strong>A resolu\u00e7\u00e3o aprovada pelo governo aponta que as rodovias devem oferecer locais para pouso, condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e de conforto para o descanso do motorista profissional. \u201cAt\u00e9 hoje n\u00e3o se sabe o tempo de deslocamento de um ve\u00edculo carregado de um ponto a outro e vice-versa\u201d, disse o presidente do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas do Tri\u00e2ngulo Mineiro (Settrim), Ari de Sousa.<\/p>\n<p>Segundo o presidente do sindicato, a resolu\u00e7\u00e3o ainda precisa receber modifica\u00e7\u00f5es, pois o impacto para empresas e o pr\u00f3prio consumidor final pode ser maior do que se espera. \u201cExiste um diferencial de custo e em rela\u00e7\u00e3o ao tempo de descanso\u201d, falou.<\/p>\n<p>Para isso, o Minist\u00e9rio dos Transportes e Minist\u00e9rio do Trabalho est\u00e3o mapeando as rodovias do pa\u00eds para apontar os locais que conseguem suprir a demanda de motoristas. De acordo com o inspetor da Pol\u00edcia Rodovi\u00e1ria Federal (PRF), William Romero, a decis\u00e3o de estabelecer mais 180 dias para a regulamenta\u00e7\u00e3o partiu do Conselho Nacional de Tr\u00e2nsito. \u201cEsse tempo serve para finalizar o levantamento que est\u00e1 sendo feito pelo Minist\u00e9rio dos Transportes e do Trabalho, para avaliar os locais que conseguem oferecer estrutura m\u00ednima para que os motoristas descansem com seguran\u00e7a\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Enquanto n\u00e3o vigora o prazo serve para que a PRF oriente os motoristas. \u201cDesde a publica\u00e7\u00e3o da lei, em todas as abordagens n\u00f3s orientamos quanto ao hor\u00e1rio m\u00e1ximo que o motorista pode ficar na dire\u00e7\u00e3o. N\u00f3s entendemos que o motorista cansado oferece muito mais riscos de acidentes\u201d, finalizou o inspetor.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Conselho Nacional de Tr\u00e2nsito (Contran) decidiu que o in\u00edcio da fiscaliza\u00e7\u00e3o sobre a Lei do Descanso ser\u00e1 adiada por pelo menos 180 dias. Enquanto a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o entra em vigor, as d\u00favidas continuam surgindo para quem trabalha nas estradas. 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