{"id":714,"date":"2012-10-02T06:00:12","date_gmt":"2012-10-02T06:00:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrauberlandia.com.br\/noticias\/?p=714"},"modified":"2013-08-19T12:40:09","modified_gmt":"2013-08-19T12:40:09","slug":"exigencia-do-diploma-para-jornalistas-ainda-divide-opinioes-em-uberlandia-e-demais-cidades-do-triangulo-mineiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrauberlandia.com.br\/noticias\/exigencia-do-diploma-para-jornalistas-ainda-divide-opinioes-em-uberlandia-e-demais-cidades-do-triangulo-mineiro\/","title":{"rendered":"Exig\u00eancia do diploma para jornalistas ainda divide opini\u00f5es em Uberl\u00e2ndia e demais cidades do Tri\u00e2ngulo Mineiro"},"content":{"rendered":"<p>A Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (Fenaj) apoia uma pesquisa que est\u00e1 sendo desenvolvida para aferi\u00e7\u00e3o do n\u00famero e perfil dos jornalistas brasileiros. O balan\u00e7o deve ser conclu\u00eddo em meados de 2013, mas os primeiros dados mostram que mais de 115 mil registros de jornalistas foram emitidos entre 1930 e 2010 e que existem, atualmente, 316\u00a0faculdades de Jornalismo no pa\u00eds. Enquanto este perfil \u00e9 tra\u00e7ado, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 33, que reestabelece a obrigatoriedade do curso superior de Jornalismo para o exerc\u00edcio da profiss\u00e3o, tramita no Congresso Nacional e deve ser votada at\u00e9 o fim do ano. Mesmo com a decis\u00e3o de queda do diploma feita h\u00e1 tr\u00eas anos pelo Superior Tribunal Federal (STF), as universidades que oferecem o curso em\u00a0Uberl\u00e2ndia, no Tri\u00e2ngulo Mineiro, n\u00e3o sofreram diminui\u00e7\u00e3o na procura. Mas na cidade de Uberaba a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 diferente.<\/p>\n<p>O curso da Universidade Federal de\u00a0Uberl\u00e2ndia (UFU) \u00e9 um dos mais recentes da regi\u00e3o. De acordo com a coordenadora Adriana Omena, desde que o curso foi criado, em 2009, a m\u00e9dia de inscri\u00e7\u00f5es se manteve a mesma. S\u00e3o cerca de 400 inscritos ao ano, o que d\u00e1 em torno de 10 candidatos por vaga. \u201cHoje n\u00f3s j\u00e1 temos quatro turmas completas, somando 150 alunos. No come\u00e7o alguns ficaram bem apreensivos e a coordena\u00e7\u00e3o trabalhou no sentido de esclarecer que, embora a queda da obrigatoriedade tenha sido uma perda para a categoria, as boas universidades n\u00e3o tinham com o que preocupar\u201d, contou.<\/p>\n<p>No munic\u00edpio mineiro tamb\u00e9m est\u00e1 um dos cursos de Comunica\u00e7\u00e3o Social mais antigos da regi\u00e3o e pelo menos 30 matr\u00edculas s\u00e3o feitas todo semestre. Criado em 1989, o curso \u00e9 oferecido por uma institui\u00e7\u00e3o da rede privada e j\u00e1 est\u00e1 na 37\u00aa turma de Jornalismo. Para o gestor do curso de Jornalismo, Paulo Henrique de Souza, o curso mant\u00e9m sua regularidade independente da pol\u00eamica do diploma. \u201cNo in\u00edcio a procura era maior, por ser novidade, mas mesmo assim ainda h\u00e1 uma regularidade. O que ocorre \u00e9 que o ingresso de meio de semestre \u00e9 menor do que no in\u00edcio do ano. No semestre passado, por exemplo, formaram-se oito e neste ser\u00e3o 17 alunos. Ent\u00e3o, depende de cada semestre, mas \u00e9 essa a m\u00e9dia semestral\u201d, explicou.<\/p>\n<p>Ainda conforme o gestor, na \u00e9poca da derrubada do diploma houve um clima apreensivo entre os alunos da faculdade, mas com o trabalho de conscientiza\u00e7\u00e3o que foi feito, esse sentimento foi amenizado. \u201cOs pr\u00f3prios alunos entenderam que, na verdade, a qualifica\u00e7\u00e3o para o mercado \u00e9 mais importante do que propriamente ter um diploma na m\u00e3o. O aluno precisa, na verdade, estar imbu\u00eddo das habilidades e compet\u00eancias que o mercado profissional exige\u201d, esclareceu Paulo Henrique.<\/p>\n<p>Quest\u00e3o tamb\u00e9m divide estudantes<\/p>\n<p>A estudante Carolina Tomaz, de 22 anos, cursa o oitavo per\u00edodo da faculdade oferecida pela UFU e \u00e9 completamente \u00e0 favor do diploma. Engajada na discuss\u00e3o, ela participa de no m\u00ednimo dois congressos por ano e defende a opini\u00e3o dela com clareza. \u201cEle ajuda a legitimar a atua\u00e7\u00e3o do profissional, pois \u00e9 uma esp\u00e9cie de prova \u00e0 sociedade que o cidad\u00e3o estudou e se especializou para realizar o trabalho jornal\u00edstico. Acho que as pessoas deturpam o conceito de liberdade de express\u00e3o, ponto principal da queda do diploma\u201d, disse.<\/p>\n<p>Discordando um pouco da colega de mesmo per\u00edodo, V\u00edtor Carvalho Ferolla, de 21 anos, \u00e9 \u00e0 favor da forma\u00e7\u00e3o dos jornalistas, mas n\u00e3o defende a obrigatoriedade dela. \u201cNa \u00e9poca achei at\u00e9 positivo. Em v\u00e1rios pa\u00edses desenvolvidos a n\u00e3o obrigatoriedade existe h\u00e1 anos e creio que o jornalista com diploma pode ter um cargo melhor em rela\u00e7\u00e3o ao sem diploma\u201d, comentou o universit\u00e1rio.<\/p>\n<p>A futura jornalista Ariane Baldini Bocamino, de 24 anos, est\u00e1 no primeiro ano de uma faculdade particular em Uberl\u00e2ndia e j\u00e1 \u00e9 militante da causa. Para a estudante, a aprova\u00e7\u00e3o da PEC do Diploma \u00e9 essencial no aspecto de valoriza\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o. \u201cSem a necessidade do diploma o reconhecimento do profissional cai. Por isso sou \u00e0 favor, principalmente pelo fato de que, como qualquer outra profiss\u00e3o, o jornalismo tem necessidade de leitura, debate, contatos profissionais, est\u00e1gio, laborat\u00f3rios entre outras quest\u00f5es pr\u00e1ticas que \u00e9 fun\u00e7\u00e3o da universidade\u201d, defendeu Ariane.<\/p>\n<p>Uberaba<\/p>\n<p>Em Uberaba, uma das universidades que embora seja respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o de muitos profissionais residentes na regi\u00e3o do Tri\u00e2ngulo Mineiro h\u00e1 45 anos, tem sofrido impacto com a decis\u00e3o do STF sobre a quest\u00e3o do diploma.<\/p>\n<p>Segundo a coordenadora do curso de comunica\u00e7\u00e3o social, Celi Camargo, o curso de jornalismo sempre sofreu picos sazonais, com \u00e9pocas de grandes demandas e outras de pequenas, por\u00e9m, ap\u00f3s a cassa\u00e7\u00e3o do diploma, a queda foi sentida. \u201cEm 2004, por exemplo, n\u00f3s tivemos o ingresso de 54 alunos por causa de alguns incentivos promovidos pela faculdade. J\u00e1 a crise financeira de 2008, teve um abalo quase que homeop\u00e1tico na vida de todo brasileiro e a educa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m sentiu isso, em todos os n\u00edveis. O curso de Jornalismo, especificamente, sofreu al\u00e9m da crise, o abalo s\u00edsmico devido \u00e0 cassa\u00e7\u00e3o do diploma, que diretamente surtiu na cabe\u00e7a das pessoas o engano de acreditar que n\u00e3o ter diploma capacita a ingressar no mercado de trabalho. A partir da cassa\u00e7\u00e3o, n\u00f3s n\u00e3o oferecemos mais vestibular no meio do ano para o curso de jornalismo, porque a demanda \u00e9 baixa\u201d, explicou.<\/p>\n<div>Ainda de acordo com ela, um trabalho intenso tamb\u00e9m foi feito com os alunos na \u00e9poca da queda do diploma, para eles n\u00e3o desmotivarem. \u201cN\u00f3s tentamos clarear a cabe\u00e7a do aluno, porque a cassa\u00e7\u00e3o independe da continuidade do curso e da boa forma\u00e7\u00e3o do profissional dento da academia. O diploma jamais colocou em cheque as universidades. Ele n\u00e3o garante um lugar no mercado, mas \u00e9 necess\u00e1rio para um aluno que pretende seguir os estudos dentro do jornalismo, pois para buscar uma especializa\u00e7\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio ter o diploma, para ser um professor de jornalismo tamb\u00e9m \u00e9, ent\u00e3o n\u00e3o se pode olhar o universo do trabalho do jornalista apenas dentro de reda\u00e7\u00f5es. Quem se forma e estuda, tem uma facilidade maior para conseguir essa vaga no mercado. Jornalismo n\u00e3o \u00e9 uma pura arte de livre express\u00e3o, mas sim t\u00e9cnica e ci\u00eancia\u201d, enfatizou a coordenadora. Nesse semestre, 27 alunos ingressaram no curso, o que para Celi, \u00e9 o n\u00famero ideal para uma sala de aula.<\/div>\n<p>Cassa\u00e7\u00e3o n\u00e3o foi empecilho para estudantes<\/p>\n<p>A estudante Mariana Alves est\u00e1 no 6\u00ba per\u00edodo e nunca pensou em n\u00e3o fazer o curso por causa do fim do diploma. \u201c\u00c9 uma profiss\u00e3o muito incr\u00edvel, que n\u00e3o d\u00e1 para qualquer um fazer sem estudos. Eu sabia que se n\u00e3o estudasse, n\u00e3o estaria apta para trabalhar no mercado. Eu pensei em fazer o que eu gostava, independente de ter diploma ou n\u00e3o e sei que quando me formar n\u00e3o vou arrepender disso\u201d, contou.<\/p>\n<p>A\u00a0 tamb\u00e9m estudante do 6\u00ba per\u00edodo, Izabel Durynek, trabalha na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o h\u00e1 12 anos. \u201cA derrubada do diploma nunca foi um impedimento, pois eu j\u00e1 trabalhava antes, ent\u00e3o n\u00e3o ir mudar. Eu j\u00e1 trabalhei na produ\u00e7\u00e3o de TV, apresentei programa de r\u00e1dio e hoje sou produtora executiva em r\u00e1dio e mesmo j\u00e1 trabalhando na \u00e1rea, sentia que as coisas ficavam muito mal feitas e precisava de t\u00e9cnica. Mesmo que eu ainda n\u00e3o tenha formado, j\u00e1 percebi que mudou totalmente depois que eu entrei na faculdade, pois me sinto mais segura e constru\u00ed uma base s\u00f3lida\u201d, explicou Izabel.<\/p>\n<p><em>Fonte: G1<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Jornalistas (Fenaj) apoia uma pesquisa que est\u00e1 sendo desenvolvida para aferi\u00e7\u00e3o do n\u00famero e perfil dos jornalistas brasileiros. 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