{"id":847,"date":"2012-10-29T05:00:29","date_gmt":"2012-10-29T05:00:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.encontrauberlandia.com.br\/noticias\/?p=847"},"modified":"2013-08-19T12:40:11","modified_gmt":"2013-08-19T12:40:11","slug":"jovem-cria-ong-para-disseminar-conhecimento-em-uberlandia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.encontrauberlandia.com.br\/noticias\/jovem-cria-ong-para-disseminar-conhecimento-em-uberlandia\/","title":{"rendered":"Jovem cria ONG para disseminar conhecimento em Uberl\u00e2ndia"},"content":{"rendered":"<p>Disseminar pequenas ideias e transform\u00e1-las em a\u00e7\u00f5es que v\u00e3o fazer diferen\u00e7a na vida das pessoas. Este \u00e9 o ideal de um jovem de 25 anos que acredita ser poss\u00edvel mudar comportamentos por meio da informa\u00e7\u00e3o e da ado\u00e7\u00e3o de atitudes simples no dia a dia. O primeiro resultado aparece em uma escola que abra\u00e7ou uma dessas ideias e j\u00e1 colhe os primeiros frutos.<\/p>\n<p>F\u00e1bio de Oliveira Neves, de Uberl\u00e2ndia, \u00e9 t\u00e9cnico agr\u00edcola e em mar\u00e7o de 2011 criou uma ONG chamada Eu Posso para falar de a\u00e7\u00f5es poss\u00edveis de serem realizadas individualmente e coletivamente em benef\u00edcio do meio ambiente e das pessoas. Ele convidou outros jovens para ajud\u00e1-lo e conseguiu reunir sete integrantes, todos com idade entre 25 e 30 anos.<\/p>\n<p>\u201cA gente acaba jogando a responsabilidade para o outro, para os pol\u00edticos e isso deve vir da gente. Eu posso ter horta org\u00e2nica, economizar \u00e1gua no banho, tirar a TV do stand by, ajudar o outro, enfim, existe uma infinidade de coisas que eu posso fazer. Com minhas atitudes eu posso mudar o mundo.\u201d<\/p>\n<p>Ele trabalha o dia todo e, \u00e0 noite, com um integrante da ONG visita empresas, escolas, associa\u00e7\u00f5es de bairros e outras ONGs. Nesses encontros os dois falam sobre reciclagem, economia dom\u00e9stica, consumo consciente, alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, meio ambiente e ensinam como aplicar conceitos na pr\u00e1tica. Os demais integrantes ajudam na divulga\u00e7\u00e3o das ideias em redes sociais e na m\u00eddia. \u201cA gente leva sugest\u00f5es que podem dar certo, de acordo com a realidade de cada comunidade\u201d, disse F\u00e1bio Neves.<\/p>\n<p>Na ONG Eu Posso, composta por profissionais das \u00e1reas de meio ambiente, biologia, enfermagem, agricultura e educa\u00e7\u00e3o, cada um contribui com informa\u00e7\u00f5es sobre suas \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o e que formam os conte\u00fados das palestras. Al\u00e9m disso, a organiza\u00e7\u00e3o se baseia em literatura especializada sobre cada tema a ser tratado. \u201cO mundo ainda \u00e9 carente de boa informa\u00e7\u00e3o e a gente quer levar isso \u00e0s pessoas.\u201d<\/p>\n<p><strong>Palestra origina horta org\u00e2nica<\/strong><\/p>\n<p>Na Escola Estadual Ign\u00e1cio Paes Leme, no bairro Martins, os alunos desenvolvem trabalhos sobre v\u00e1rios temas ligados \u00e0 sustentabilidade como parte do curr\u00edculo. Quest\u00e3o energ\u00e9tica, sele\u00e7\u00e3o dos res\u00edduos, economia de \u00e1gua s\u00e3o alguns deles.<\/p>\n<p>Estimulada por uma palestra do t\u00e9cnico agr\u00edcola F\u00e1bio Neves, fundador da Ong Eu Posso, a escola adaptou um projeto de horta em sistema de mandala para outro de agricultura sustent\u00e1vel. \u201cO pequeno espa\u00e7o n\u00e3o seria vi\u00e1vel para uma mandala\u201d, disse o professor Leandro Ferraz, que acompanha os alunos no projeto.<\/p>\n<p>Com as informa\u00e7\u00f5es e o apoio t\u00e9cnico da Ong, a antiga planta\u00e7\u00e3o foi transformada em uma horta org\u00e2nica, cuja manuten\u00e7\u00e3o \u00e9 feita pelos estudantes. \u201cA escola quer incentivar os alunos para que sejam multiplicadores e levem os conceitos para vizinhos, amigos, e at\u00e9 cultivem horta em casa\u201d, afirmou o professor.<\/p>\n<p>Segundo ele, um dos aspectos mais importantes do projeto \u00e9 a conscientiza\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de se consumir alimentos mais saud\u00e1veis. \u201cMesmo que encontre dificuldade para cultivar em casa, pelo menos ele vai ter a preocupa\u00e7\u00e3o com os locais e a origem dos alimentos para o consumo da sua fam\u00edlia.\u201d<\/p>\n<p>Se a mente jovem \u00e9 uma esponja que absorve facilmente novos conceitos, na turma de 40 alunos do segundo ano do ensino m\u00e9dio da Escola Estadual Ign\u00e1cio Paes Leme, da qual faz parte Ana Carolina Ribeiro, de 17 anos, o projeto de horticultura sustent\u00e1vel foi bem recebido. Ela e os colegas de sala est\u00e3o empenhados no cultivo das hortali\u00e7as.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 a primeira vez que a turma est\u00e1 fazendo isso. O projeto saiu de um trabalho valendo nota e ganhou essa dimens\u00e3o. Ningu\u00e9m tem experi\u00eancia, mas acabou gostando\u201d, disse a estudante, enquanto arrancava ervas daninhas do canteiro de couve para \u201cajudar as plantas a crescer melhor\u201d.<\/p>\n<p>Colocar a m\u00e3o na terra tem sido \u201cmuito legal\u201d para Ana Carolina. Al\u00e9m disso, o conhecimento que est\u00e1 adquirindo ela n\u00e3o guarda s\u00f3 para si. \u201cAqui na escola, eu tento mostrar para os alunos que \u00e9 muito mais saud\u00e1vel o alimento org\u00e2nico, que n\u00e3o causa preju\u00edzo \u00e0 nossa sa\u00fade. Na casa da minha av\u00f3, da minha m\u00e3e, eu sempre falo sobre isso tamb\u00e9m.\u201d<\/p>\n<p><em>Fonte: Correio de Uberl\u00e2ndia<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Disseminar pequenas ideias e transform\u00e1-las em a\u00e7\u00f5es que v\u00e3o fazer diferen\u00e7a na vida das pessoas. Este \u00e9 o ideal de um jovem de 25 anos que acredita ser poss\u00edvel mudar comportamentos por meio da informa\u00e7\u00e3o e da ado\u00e7\u00e3o de atitudes simples no dia a dia. 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