Uberlândia terá quatro mulheres na Câmara Municipal pela primeira vez
sexta-feira, 12 de outubro de 2012Pela primeira vez na história, a Câmara Municipal de Uberlândia, no Triângulo Mineiro, terá quatro vereadoras. Para elas, o número representa o momento político nacional e a confiança em um jeito diferente de trabalhar. O aumento de mulheres ocupando cadeiras no Legislativo da cidade é um reflexo do que ocorreu em todo o país nas eleições municipais deste ano.
Segundo a assessoria de imprensa da Câmara Municipal, o número de vereadoras entre 1987 e 2008 variou entre nenhuma e três. Para a vereadora eleita Michele Bretas (PV), a mulher tem uma forma diferente de avaliar determinados pontos e isso tem conquistado os eleitores. “A mulher tem um olhar diferenciado, mais humano. Isso faz muita diferença”, considerou.
Com a carreira já consolidada e com destaque pelo trabalho social, a dentista Flávia Carvalho (PDT) encarou a campanha como um desafio e viu a possibilidade de entrar na Câmara como uma oportunidade de ampliar seu trabalho social. “Gosto muito do trabalho social. A possibilidade de ampliá-lo encheu meu coração de alegria e vontade de fazer mais”, reforçou.
Pela segunda vez tentando se eleger a vereadora, Gláucia da Saúde (PMN) foi recompensada pelos 21 anos de trabalho na saúde. “Isso vai mostrar através da nossa ação a capacidade de intervenção, de política, de cuidar e de representar”, afirmou.
A vereadora reeleita Jerônima Carlesso (PPL) completa a bancada feminina na Câmara Municipal de Uberlândia.
Participação feminina
O aumento da participação feminina foi registrado em todo o país. O número de mulheres eleitas para assumir prefeituras subiu 31,5%, na comparação com o primeiro turno de 2008. O Estado de Minas Gerais foi o que teve a maior quantidade de prefeituras assumidas por mulheres, com 71. Uma destas cidades é Tupaciguara, no Triângulo Minero que será governada por Edilamar Novais Borges (PSDB) nos próximos quatro anos.
A carreira política dela começou no governo do marido, em 1989. Em 2004, ela ganhou a primeira eleição, em uma chapa 100% feminina. Segundo ela, o que faz diferença não é o fato de ser mulher, mas a forma como ela pretende governar a cidade. “Nós mulheres somos mais cautelosas. Me defino como uma pessoa sensível, preocupada com a população. Meu perfil é gostar das pessoas”, concluiu.
Fonte: G1
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