Invasão no campus Glória em Uberlândia completa um ano
terça-feira, 15 de janeiro de 2013Completou um ano que os integrantes do Movimento Sem Teto do Brasil se instalaram no terreno onde seria construído o campus Glória da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), às margens da BR-050, em Uberlândia. São mais de 2.000 famílias no local que pertence à instituição e autoridades ainda discutem o futuro do lugar, que está sujeito à reintegração de posse a qualquer momento sob liminar judicial.
No local é possível observar que padrões de energia de casas foram instalados e só faltam os relógios. Além disso, todas as cerca de 30 ruas receberam nomes, inclusive o assentamento que ao invés de Paulo Freire, virou Bairro Elisson Pietro.
De acordo com a Associação de Moradores, cerca de 90% das casas são de alvenaria. Uma delas é da dona de casa, Vera Barbosa Silva, que conta com dois quartos, salas e cozinha. ela teme pela reintegração. “É o sonho de toda pessoa ter sua própria casa e os que moram aqui todos estão precisando e não têm para onde ir. A gente pensa nos prejuízos que já tivemos com os investimentos na casa e se isso acontecer não será bom”, lamentou Vera.
Desde janeiro de 2012, a área de 63 hectares foi ocupada por militantes do movimento. Os planos da UFU são de construir um hotel-escola e centro de convivência, mas os representantes da universidade e da Prefeitura se reuniam para discutir a situação e a intenção é de transformar o bairro em um projeto de conjunto habitacional. “O prefeito Gilmar Machado convidou o reitor onde foi dado o pontapé inicial das negociações. No sentido de que a área que hoje pertence à Universidade Federal seja doada ao município e ali possam ser implementados programas habitacionais dentro do programa Minha Casa, Minha Vida”, disse o secretário de habitação, Delfino Rodrigues.
A reunião marcou apenas uma primeira conversa e ainda não há prazo para resolução do problema. “Uma vez com a posse em mãos é que será discutido quais serão os critérios que nortearão a seleção dessas famílias”, ressaltou Delfino.
Segundo o secretário de habitação, a ideia é construir prédios. Para o presidente da Associação dos Moradores, Wellington Marcelino Romana, o conjunto vertical seria ideal. “Não dá para pensar um bairro igual aos outros que foram fruto de ocupação. A gente pensa que precisa ter infraestrutura, escola, lazer, precisa ter moradia segura. Para nós se é vertical ou não vertical não interessa neste primeiro momento. Nós queremos é um local para morar”.
A assessoria de imprensa da UFU confirmou que pode viabilizar um pedido de suspensão temporária da decisão judicial sobre a ocupação indevida, até que o assunto seja devidamente encaminhado às instâncias interessadas.
Fonte: G1
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