Mães reclamam da falta de leite em programa da Prefeitura de Uberlândia
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013Muitas crianças têm alergia à proteína do leite e, por isso, precisam ingerir um tipo especial do alimento. A Prefeitura Municipal de Uberlândia tem um programa que cede o produto. Porém, algumas mães reclamam da irregularidade do serviço. A Prefeitura informou que foi feita uma compra emergencial, que atenderá a demanda do município por dois meses.
Entre as reclamações, a veterinária Ana Luiza Gonçalves, que é mãe de uma menina de oito meses cuja intolerância à proteína foi observada aos dois meses de vida. “Ela começou com muito vômito e eu achava que era refluxo, porque o irmão dela teve. Só que ela começou a empolar muito e à noite, especificamente, ela tinha uma cólica muito dolorida”, contou.
A partir de então, o pediatra receitou o uso do leite em pó, mais indicado para a criança que apresentava a alergia. O problema é que cada lata custa cerca de R$ 150 e a menina precisa de 12 latas do produto por mês. Foi então que Ana Luiza resolveu participar do programa municipal, só que, durante cinco meses ela conseguiu pegar o produto apenas duas vezes. “Teve um mês que gastamos R$ 2.500 só com esse leite, além de fraldas e as outras coisas. No primeiro mês no programa ela tinha direito a 12 latas e eu peguei só duas. No segundo e no terceiro mês eu não peguei nenhuma e eu sempre ligava lá e cobrava. Eu vi várias mães saindo de lá insatisfeitas, sem receber o leite”, lamentou a mãe.
As latas de leite são entregues em um prédio anexo à Secretaria Municipal de Saúde (SMS), na Avenida João Naves de Ávila, no Bairro Santa Mônica. Quem participa do programa também reclamou da irregularidade na distribuição do leite e dos critérios para distribuição. “Eu já questionei, mas eles não gostam muito. Teve vez que eu fui, entrei e peguei duas latas e uma mãe pegou uma. Outra vez cheguei e eles disseram que tinha acabado”, disse Ana Luiza.
O gasto na casa de Nathália Aidar Alves também é alto. O filho de sete meses também tem a alergia à proteína do leite de vaca e de soja. Segundo a mãe, são oito latas por mês e, por isso, ela procurou ajuda na Prefeitura e entrou no programa de alergia alimentar. “O próprio médico dele me indicou marcar uma consulta na Prefeitura com uma gastro e eles iriam fazer o tratamento gratuito, além de me dar um papel para eu pegar o leite de graça”, falou.
Mas, Nathália contou que a distribuição do leite está irregular. “Chegava para pegar o leite e sempre eles falavam que era só uma lata, porque são 30 crianças inscritas e vieram só 15 ou 16 latas. Então pega quem chegar primeiro e na semana que vem você volta para saber se chegou mais”, relatou.
A Secretaria de Comunicação Social da Prefeitura informou, por meio de nota, que a SMS realizou uma compra emergencial para aquisição dos suplementos alimentares destinados ao programa de alergia alimentar, pois não havia estoques dos produtos. A compra efetuada atende a demanda do município por dois meses, mas a Secretaria esclareceu que ainda faltam alguns tipos de leite, que deverão ser entregues nos próximos dias.
Fonte: G1
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