Total de ligações clandestinas de energia cresce mais de 90 por cento em 2012 em Uberlândia
quarta-feira, 17 de outubro de 2012De janeiro a setembro deste ano foram registradas 2.625 ligações clandestinas de energia em Uberlândia, o que fez com que o Estado de Minas Gerais deixasse de arrecadar cerca de R$ 1 milhão devido ao não pagamento destas contas de energia.
O total de ligações irregulares em 2012 foi 94,6% maior que a quantidade identificada pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) no mesmo período do ano passado, de 1.349 ocorrências desta natureza. Os dados são da gerência de controle de perda da distribuição da Cemig.
Somando-se as irregularidades das cidades de Uberlândia, Araguari (MG), Cascalho Rico (MG), Indianópolis (MG) e Tupaciguara (MG), a Cemig constatou a existência de 2,9 mil ligações clandestinas de janeiro a setembro deste ano. Na mesma região, as irregularidades aumentaram 64,3% se comparadas às 1.765 ligações apontadas pela Cemig nos nove primeiros meses de 2011. Em todo o ano passado, Uberlândia e região tiveram, respectivamente, 1.466 e 1.926 irregularidades verificadas pela Cemig.
Segundo a agente de comercialização da Cemig Ana Carolina Ferreira Furtado de Mendonça, a fiscalização foi reforçada em 2012 e “as irregularidades são mais comuns em áreas invadidas e aglomerados de baixa renda”. “Mas isso não quer dizer que não as encontramos em grandes empresas e indústrias”, afirmou.
Existem três tipos de irregularidades que são consideradas pela Cemig como ligações clandestinas de energia. As principais são o desvio e a fraude. A terceira é o “gato”.
O desvio é o caminho alternativo criado para que o relógio não registre o consumo de energia; a fraude é feita com a violação e a adulteração do relógio da Cemig, para que o medidor compute um consumo menor de energia. E o “gato” ocorre quando o morador subtrai a energia diretamente da rede elétrica, sem possuir contrato com a Cemig.
“As irregularidades que mais ocorrem em Uberlândia, cerca de 90%, são o desvio e a fraude. Os gatos correspondem a 10% restantes das ligações clandestinas”, disse a agente de comercialização da Cemig Ana Carolina Ferreira Furtado de Mendonça.
Além de comprometer a qualidade da energia que é fornecida pela Cemig e a segurança das residências e de seus moradores, fazer uma ligação irregular na rede elétrica pode levar o fraudador para a cadeia. A informação é da agente de comercialização da Cemig Ana Carolina Ferreira Furtado de Mendonça.
“O furto de energia é crime. De acordo com o artigo 155 do Código Penal, quem faz uma ligação clandestina está sujeito à reclusão de um a oito anos, além de multas e a obrigação de pagar pela energia furtada”, afirmou a agente da Cemig.
No dia 11 de outubro deste ano, cerca de 3 mil ligações clandestinas de energia foram cortadas pela Cemig em uma área invadida do campus do Glória da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). A Cemig teve o apoio da Polícia Militar (PM) para eliminar as irregularidades feitas diretamente de postes de ruas do bairro São Jorge, na zona sul da cidade.
Uma comissão de moradores da área invadida fez um acordo com a Cemig, no qual está previsto que, por enquanto, serão feitas duas ligações em casas na rua Chapada dos Guimarães ao custo de R$ 492, cada uma. Segundo a Cemig, os dois locais serão monitorados para que outras ligações clandestinas não sejam realizadas.
Fonte: Correio de Uberlândia
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