Universidade Federal de Uberlândia quer aplicar lei de cotas de forma integral já em 2013
segunda-feira, 29 de outubro de 2012A Universidade Federal de Uberlândia (UFU) pretende aplicar integralmente a nova Lei Federal de Cotas Sociais e Raciais nos processos seletivos a partir de 2013 e não deve seguir a permissão do governo federal de implementá-la gradativamente até 2016. Uma proposta inicial foi apresentada ontem à tarde pela Pró-Reitoria de Graduação da instituição em reunião do Conselho de Graduação (Congrad), que deverá votar todos os detalhes da implantação da legislação no dia 13 de novembro.
Conforme o pró-reitor de Graduação da UFU, Waldenor Barros Moraes Filho, a aplicação absoluta contemplaria, de imediato, a utilização da porcentagem mínima de 50% das vagas para cotistas no vestibular e no Programa de Ação Afirmativa de Ingresso no Ensino Superior (Paaes), que deverá ser mantido com adequações.
Inicialmente, a exigência governamental pede somente que as universidades federais adotem, a partir do ano que vem, a porcentagem de 12,5% de vagas para cotistas e, daqui a três anos, cheguem à porcentagem mínima da metade do total. “Pedimos às unidades acadêmicas do Congrad [existem 32 atualmente] que aprovem, se não 50%, pelo menos a porcentagem de 25% das vagas para cotistas”, disse o pró-reitor.
Pela norma nova, as universidades federais, em cada processo seletivo, excetuando-se as de transferência, deverão estabelecer porcentagem de vagas destinadas a alunos vindos da rede pública. Dentro desta cota, haverá subcotas levando em conta critérios de renda familiar e, depois, cor.
Para o ano que vem, a UFU contará com 4.628 vagas em 84 opções de cursos espalhados pelos campi de Uberlândia (Santa Mônica, Educação Física e Umuarama), Ituiutaba (MG), Patos de Minas (MG) e Monte Carmelo (MG).
Rede particular poderá ser atendida
O Programa de Ação Afirmativa de Ingresso no Ensino Superior (Paaes), conforme o CORREIO de Uberlândia adiantou no dia 11 de outubro, deverá ser mantido pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU), mesmo com a nova lei federal de cotas. Porém, deverá sofrer adequações. A manutenção do programa ou não também será decidida pelo Conselho de Graduação da instituição (Congrad) no dia 13 de novembro.
Caso a tendência de manutenção se confirme, segundo o pró-reitor de Graduação da UFU, Waldenor Barros Moraes Filho, o Paaes, destinado somente para alunos estudantes em escolas públicas a pelo menos sete anos, deverá ser enquadrado, passando a atender também estudantes de instituições particulares. A aplicação seriada do programa seria mantida. Soluções para os casos de quem já está participando ou daqueles que poderiam pela nova lei só serão discutidas após a adequação.
Adequação não vai exigir gastos
Para adequação dos processos seletivos da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) à nova Lei Federal de Cotas Sociais e Raciais, não haverá custos para a instituição, conforme a própria UFU. No entanto, conforme o pró-reitor de Graduação da UFU, Waldenor Barros Moraes Filho, sabe-se que haverá um gasto maior no que se refere a liberar bolsas e auxílios para alunos de pouca condição financeira, que entrarão em maior contingente a partir do ano que vem com a lei de cotas.
“O valor disso ainda não foi mensurado. Porém, sabemos que pode chegar ao dobro do que oferecemos. De qualquer forma, quem vai arcar com esses custos será o Ministério da Educação (MEC)”, afirmou o pró-reitor.
Fonte: Correio de Uberlândia
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